quinta-feira, 27 de março de 2008

UNICAMP REPUDIA às referências arbitrárias e levianas feitas pela Sra. Secretária




MANIFESTO DE REPÚDIO
A Egrégia Congregação da Faculdade de Educação da UNICAMP, em sua 57a Reunião Extraordinária de 03 de março de 2008, tomou ciência das declarações da Professora Maria Helena Guimarães de Castro, atual Secretária de Estado da Educação de São Paulo, publicadas na revista VEJA no 2047 de 13 de fevereiro de 2008 e no jornal Folha de S. Paulo de 25 de fevereiro de 2008, referentes a diversos temas concernentes a sua pasta, tais como a situação da educação paulista, a formação de professores, a dinâmica administrativa e pedagógica das escolas de nível fundamental e médio, os baixos salários e as degradantes condições de trabalho de muitos professores do magistério público entre outros. Esta Congregação vem manifestar publicamente seu veemente REPÚDIO às referências arbitrárias e levianas feitas pela Sra. Secretária, particularmente àquelas endereçadas às instituições públicas de formação de professores de São Paulo, nominadamente contra as Faculdades de Educação da USP e da UNICAMP.
A Sra. Secretária desferiu sérias acusações contra esta conceituada unidade acadêmica, produtora de pesquisas referenciais para a educação paulista e brasileira e destacada agência social de formação de educadores e de professores para a educação básica e superior ao longo de mais de 35 anos. A Faculdade de Educação da UNICAMP apresenta ainda legitimada atuação na Região Metropolitana de Campinas, no Estado de São Paulo e no país, com projetos e cursos de pleno compromisso com os desafios sociais da educação e da escola públicas.
Esta Congregação REPUDIA também a inconsistente nominação de má-fé com que a Sra. Secretária agride esta Faculdade e as Faculdades de Educação em geral, inculcando-lhes a pecha de espaços voltados “para assuntos exclusivamente teóricos, sem nenhuma conexão com as escolas públicas e suas reais demandas”, que prestam “desserviço” e retiram o foco de questões centrais, e destacando sua ameaçadora vontade de fechar e acabar com tais instituições, seus cursos, projetos e programas de formação.
REPUDIA, da mesma forma, o conjunto de irrisórios argumentos e insólitos dados apresentados pela Sra. Secretária para caracterizar e analisar a realidade da educação e da escola pública paulistas, no tocante à questão salarial dos professores, à organização do trabalho pedagógico, à gestão e administração de recursos e à resolução de problemas institucionais. Esta Congregação considera que tais opiniões, se foram fidedignamente transcritas, revelam uma superficial leitura da realidade educacional e escolar, uma estreita e precária análise de cunho privatista, com acentos autoritários e acusatórios, não condizentes com a natureza e importância do cargo e função pública que a Professora Maria Helena Guimarães de Castro ocupa no corolário da gestão pública estadual paulista.
Congregação da Faculdade de Educação da UNICAMP, 03 de março de 2008.

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