quinta-feira, 28 de maio de 2009

Quem quer ser um professor?


Com esse salário, quem quer ser um professor? Este é o título do caderno cotidiano da Folha de S. Paulo de hoje,(28/05) página C8, pode ser acessado por assinante http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2805200907.htm.
Alguns dados: O salário médio de um professor de ensino médio com nível superior no Brasil era de R$ 1.335 em 2007. Isso representa dois terços dos rendimentos de um enfermeiro diplomado (R$ 2.022,00), metade do que ganham jornalistas (R$2.767,00) e 27% do obtido por médicos (R$4.865,00). Seria a profissão de professor menos importante? Não é por ele que passam todos os profissionais? E o que vemos como propostas do MEC e de governos Estaduais que deve ser mais rigorosa a seleção de professores. Resta saber onde encontrar estes profissionais uma vez que a cada ano se reduzem a oferta de vagas nos mais diversos cursos de licenciaturas _os cursos que formam os professores. E porquê fecham tais cursos, evidentemente por falta de procura, com os atuais salários ninguém quer ser professor. As entidades sindicais já há mais de cinco anos alertam para esta falta de profissionais, estudos do MEC e da Universidade de Brasília, realizado a dois anos constatava a falta de 300 mil professores das áreas de Matemática, Física e química. E o que fizeram as autoridades educacionais continuaram a arrochar salários e consequentemente desvalorizando ainda mais a profissão de mestre.
Novamente a Apeoesp Sindicato dos professores de S. Paulo se vê obrigada a iniciar um movimento grevista pelo mesmo arrocho e precarização do trabalho do professor realizado pelo Governo Serra em S. Paulo, através dos PLC 19 e 20 em discussão na Assembleia Legislativa.
ANTONIO CARLOS GARCIA

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